segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quando os Elefantes Choram

Esse foi um dos livros mais legais que já li. Se refere a vida sentimental dos animais e como nós, humanos lidamos isso.





A idéia básica parece ser que se alguma coisa não sentir a dor da forma como um ser humano a sente, é permitido magoá-lo. Apesar de isto não ser necessariamente verdade, a ilusão das diferenças é mantida pelo medo que a percepção de similaridades poderá dar origem à obrigação de acordar respeito e talvez mesmo igualdade. Parece ser particularmente o caso quando se trata de sofrimento, dor, mágoa e tristeza. Nós não queremos causar essas sensações aos outros porque sabemos o que se sente quando somos nós a experimentá-los. Ninguém defende o sofrimento como tal. Mas o que dizer das experiências em animais? A sua defesa gira à volta de utilidade, opondo a importância do maior bem comum face a um sofrimento menor. Implícita está habitualmente a maior importância daqueles que lucram com isso (por exemplo, os cientistas empregues pelas empresas de cosmética ou farmacêuticas para realizar experiências em coelhos) comparativamente à menor importância daqueles que são sacrificados para o benefício dos primeiros.


Um investigador que realiza experiências em animais inevitavelmente irá quase sempre negar que os animais sofram da mesma forma que os humanos. Em caso contrário ele estaria implicitamente a admitir a crueldade. O sofrimento experimental não é imposto ao acaso e sem consentimento nos seres humanos e defendido como ético com base em que irá proporcionar enormes benefícios a outros (Pelo menos já não hoje em dia). Os animais sofrem. Poderemos ou deveremos nós medir o seu sofrimento, compará-lo com o nosso próprio? Se for como o nosso, como poderá isto continuar? Tal como Rousseau escreveu no seu Discourse on the Origin of Inequality em 1755: "Parece que, se for obrigado a não ferir qualquer ser como eu próprio, não é tanto por tratar-se de um ser razoável *, mas sim porque se trata de um ser sensível". Para além disso, porque é que o sofrimento tem de ser igual ao nosso para que seja injustificável infligi-lo? Tem sido argumentado que os humanos experimentam a dor mais acentuadamente porque a recordamos e antecipamos; de acordo com os termos de Rousseau porque somos "razoáveis". Contudo não é manifesto que os animais não possam fazer essas mesmas duas ações.


Jeffrey Moussaieff Masson

domingo, 19 de setembro de 2010

Adoráveis Arianos

Sabemos que astrologia e uma ciência nascida na mesopotâmia que se inseriu na Índia, China e Egito. Foram os egípcios que descobriram que um ano tem 365 dias e um quarto o e o dividiram em doze meses, de trinta dias cada, com mais 5 dias excedentes. Na Grécia a astrologia foi recebida no período helênico e transmitiu-se aos romanos e aos árabes, e foram os próprios gregos com a sua genialidade que perfeiçoaram a ciência astrológica como é conhecida hoje.
Realmente e difícil admitir que a astrologia tenha meios para proporcionar o conhecimento do temperamento, caráter e consequentemente o comportamento do homem, justamente baseando-se nos fenômenos cósmicos e nos efeitos magnéticos dos planetas e estrelas. Para um cético deve doer ao ler isso.
Eu gosto de analisar as coisas como uma pessoa da ciência, dos pontos históricos aos pontos físicos e sociais da questão aqui abordada.
Veja meu caso eu ariana nascida em 21/03 quase todos meus amigos tem os seus ascendentes em Áries, ou são arianos, meu namorado é ariano e todos me idolatram (egocentrismo característica ariana número 1).
Coincidência ou frutos dessa minha cabeça louca? Eu digo destino que poucos de vocês levam a sério, coisas que são para ser, acontecem. A astrologia explica!
Adoro lembrar as palavras de uma professora que tive adoradíssima e inteligentíssima que dizia que os arianos tem a função de doutrinar os outros signos.
Afinal nós arianos temos a nossa história na humanidade temos como exemplo Hitler, não me venham com essa demagogia que ele matou os judeus, sim ele matou, mas conseguiu a árdua tarefa de quase conquistar o mundo, talvez o único na idade moderna depois de Napoleão Bonaparte, afinal sabia muito bem manipular as pessoas (característica ariana número 2), depois temos Lênin, (não se esquecendo de que o signo de Áries é regido pelo planeta marte que na mitologia grega e o Deus da guerra) Leonardo da Vinci, Quentin Tarantino, Marvin Gaye, Areta Franklin, Billie Holiday, Cazuza, Renato Russo, Leila Diniz, Chaplin, Akira Kurosawa, Goya entre outros.
Segundo os profetas da astrologia o signo de Áries é regido pela cabeça, ou seja, a inteligência, razão não a emoção e liderança, são geniais e adoram controlar tudo e todos de fato, somos impulsivos e sinceros isso é às vezes se torna um problemão.
Falar o que pensa (característica ariana numero 3) as vezes não é visto com bons olhos. Frases clássicas como “Você esta gordo em”, “meu como você é burro” “cala a boca quem se interessa por isso é só você que é inútil”, “eu não concordo”, “eu não concordo porque está errado e você é burro”... São típicas frases arianas (falta se sutileza característica ariana numero 4). Todos nos sabemos que humanidade não sabe lidar bem com sinceridade que pode ser retratada com falta de educação: ou seja hipocrisia.
Diverti-me fazendo essa analise, não é que ficou fundamentada mas não fiquem tristes vocês que nasceram em regentes de um sol inferior todos nós temos os nossos carmas. A astrologia explica!

sábado, 11 de setembro de 2010

Melhor é Impossível

Lendo um capítulo sobre Transtorno obsessivo- compulsivo de David Barlow sobre os transtornos psicológicos que, aliás, é muito legal até para as pessoas que não são da área da saúde, descobri que de certo modo, o acumulo de certos sentimentos normais no nosso cotidiano como a ansiedade  pode culminar em um grande problema se não tratado.
O TOC  é um transtorno, como o próprio nome já diz, que se caracteriza por obsessões ou compulsões recorrentes que prejudicam o funcionamento do cotidiano . As obsessões são idéias, pensamentos, impulsos ou imagens consideradas intrusivas e inadequadas, que geram ansiedade ou aflição intensa. Entre as obsessões mais comuns estão: pensar repetidas vezes sobre ter prejudicado os outros, sobre contaminações e duvidar sobre ter fechado a porta de casa.
As compulsões são comportamentos ou atos mentais repetitivos cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou a aflição .Entre as compulsões mais comuns estão lavar as mãos, verificar e contar objetos com demasiada frequência .
Acho que toda a pessoa tem alguns pequenos “TOC’s” nas suas vidas, isso é muito comum na maioria das pessoas, o que é interessante. A problemática é quando essas “manias” fogem do controle, como o estudo de caso relatado neste mesmo capítulo que narra o histórico de uma enfermeira que tinha obsessão por limpeza e compulsão por ser lavar.
Durante a sua entrevista com o terapeuta ela relatou que tinha uma preocupação excessiva com germes que,  segundo ela, “quase tudo era contaminado por que aprendeu na faculdade nas aulas de microbiologia”.
De fato o “inferno” no mundo de quem trabalha na área da saúde é a contaminação, o que é considerado uma falha imperdoável; contaminação é mesmo que morte. Para se evitar treinamos inúmeras técnicas estéreis para se evitar a contaminação seja no ambiente, no paciente e nos instrumentais .O que acaba culminando em enfermeiros loucos é paranóicos.
Não pude deixar de rir quando o li o relato da moça. Sinceramente, todos nós podemos chegar de fato a um grau grave de TOC devido o modo que vivemos e no que trabalhamos.
Infelizmente não posso colocar o diálogo dela com o terapeuta aqui (são quase 10 páginas), mas quem tem curiosidade pode procurar é um livro bem interessante.
Bom para as pessoas renovarem as idéias sobre as incógnitas da mente.
Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos -  David H. Borlow -  Ed. Artmed

PS: O nome do post é referente ao filme MELHOR É IMPOSSÍVEL, onde o personagem de Jack Nicholson sofre de TOC.  =p

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ansiolíticos

Amigos são ótimos ansiolíticos, mas como sabemos como toda droga tem a seus efeitos colaterais. A amizade é bem isso de fato, amigo e a pessoa que está mais divinizada dentro dos parâmetros sociais em que vivemos, digo isso por quê eles estão lá nos melhores momentos, nas aventuras e é claro estão sempre lá para te foder, sim por que amigos adoram isso. Por quê? Eu digo é divertido a única pessoa que você vai poder ferrar e não ter grandes consequências são os seus amigos. Claro que não digo literalmente, mas sabe quando você quer sacanear alguém só para rir, rir e rir.
Como alguém te pedir água e você dar água do aquário turva e ainda ver ele beber com vontade  fazendo aquele  háaa de satisfação?. Com o namorado (a) você não pode, sempre vem a história da falta de respeito, mãe, pai nem pensar, irmão? Pode, mas ele pode te bater. O que te resta? os bons e velhos amigos.
E só lembrar-se de alguma situação inusitada que  daquelas que ficam gravadas na memória com certeza foi com um amigo. Um bom exemplo meu, foi uma vez que passei mal no ônibus, e estava acompanhada de uma amiga, quase desamei no ônibus lotado, segurando quilos de caderno sabe o que essa adorável pessoa vez para me ajudar? Me chutou e ainda disse “levanta ta bêbada porra”, sim, nervosa por que no mínimo pensou “ela bebeu sem mim”.
Ou em casos de aperto que eles sempre estão lá para te ajudar, outro exemplo quando fomos para o Rio de Janeiro, como todo proletariado de classe media baixa viagem sem luxo.
 Estávamos na praia sedentas de fome, e vem um ser iluminado, com um belo cacho de uvas que pareciam até uma miragem e disse, com uma suavidade na voz (por isso amigos são serem divinos) “peguei para vocês” obviamente nem perguntamos já atacamos a uva sem pensar duas vezes.
Depois de que comemos perguntamos (nunca faça isso, sempre pergunte antes) “A onde você comprou essas uvas?” e ele responde com a tranquilidade a lá Gil e Caetano “não comprei, peguei na macumba ali, mas tá limpinha”.
Viram amigos são ótimos ansiolíticos naturais, além dos fatos citados acima tenho muitos outros, mas não falarei mais nenhum. Vocês que comprem a minha biografia futuramente.

domingo, 5 de setembro de 2010

Boîte de surprise

Com o passar do tempo vemos como as coisas mudam o que é estranho. Mudanças são boas algumas não tão boas mais inevitáveis, a vida corre de maneiras diversas e quando questionamos de como acaba acontecendo, as respostas parecem que estão acima de nossas cabeças.
Lembro-me de muitos planos que fiz pensando como seria o amanhã, o mais estranho é que nunca pensei no porém,que vem com determinadas mudanças. Hoje sinto falta de alguns anos atrás onde não tinha muitas expectativas, mas também não tinha muitas cobranças era ruim de um lado e bom do outro hoje e bom de um lado e ruim do outro.
De tudo o mais difícil ainda e lidar com as pessoas, acho que fui projetada a uma adaptação eterna a humanidade e a suas regras. O egoísmo humano ainda uma peça aparte que me da vontade de levantar falando “Cara que se foda... quero continuar aqui na minha caixinha de supressas de onde eu nunca devida ter saído".

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Profissões

Relembrando o passado e vejo como é difícil escolher uma profissão,  lembro-me de ter pensando em Medicina Veterinária depois História depois Jornalismo e acabei que escolhendo enfermagem. Quem ler isso pensará "quantas reviravoltas".
Sim, muitas e ainda hoje me pergunto se escolhi certo, o problema hoje, é que o mercado de trabalho cobra que o indivíduo se torne produtivo cada vez mais cedo. Penso eu, que é um tipo de “estrupo” você optar por sua profissão as 18 anos.
 O que um adolescente de 18 anos sabe da vida? A maioria não consegue revolver questões sobre si mesmo quanto mais sobre sua vida futura.
Vejam por mim que só decidi entrar em universidade depois dos 23 anos, mesmo assim ainda considerava a possibilidade de conseguir uma utopia como estudei em escola pública,dentro dos meus parâmetros (que são estatisticamente comprovados) era quase que impossível almejar uma vaga em universidade pública (irônico não?), e mais difícil ainda, pagar a mensalidade de universidade particular (mensalidade média de curso particular e de 600 reais em um país que o salário mínimo é de 500 reais irônico não?) o que me vez chegar à conclusão de que estudo no Brasil e para quem pode pagar. E que eu estava ficando cada dia mais velha para o mercado de trabalho, o que é um pouco desesperador.
Mas depois de muitos pesares e questionamentos, tristezas, alegrias e choros, eis-me aqui no quatro semestre de enfermagem não na faculdade dos meu sonhos mas, foi a qual  que está me dando a oportunidade que só 5% da população brasileira tem privilegio de conseguir, desenvolvendo possibilidades que por muito tempo pensei que não existiam.
E infelizmente tive que desistir da minha ideia de ir morar em Pernambuco e vender coco na praia e beber cerveja até me aposentar.


domingo, 29 de agosto de 2010

Não ver, não ouvir, não falar

A vantagem do conhecimento é que podemos chegar a conclusões mais afáveis em relação a muitas coisas, principalmente demonstrar opiniões ponderadas em determinados assuntos principalmente polêmicos.
Vejo muito do que fala sobre o aborto no Brasil, nunca vi nada que fosse determinante na saúde pública em relação a o aborto, além da lei do Direito ao aborto que garante a mulher que sofreu uma violência sexual e engravidou ou que tenha uma gravidez de risco o direito ao aborto dentro da rede pública de saúde.
O prazo limite dado pela lei e ate a vigésima semana de gestação para garantir segurança, creio eu, nos conceitos fisiológicos do crescimento embrionário.
E pergunto-me o que são feitos em outros casos como determinadas patologias com anencefalia que pode não ser diagnosticada dentro do prazo permitido pela lei , e mulheres que querem o aborto como direito de escolha sobre o seu corpo? A maioria das pessoas se nega ate a comentar o assunto.
A  necessidade da formação de uma opinião pública sobre o assunto, é de extrema importância para se desenvolver leis, que sejam capacitadas a racionalizar a questão protegendo os direitos das mulheres.
Para isso devemos discutir esse assunto com seriedade e conhecimento científico. Se necessário que se desenvolvam pesquisas e diálogos para que o assunto seja posto em pauta, para que a população veja como um assunto que precisa de atenção, para que seja encarado de maneira racional, dentro do parâmetros da ciência.
Não devemos mais tratar aborto como um pecado, ou com um assunto que não se menciona, devemos abordar a questão é resolver determinantes em relação cada caso com toda a seriedade. Para se evitar mais situações de infanticídio, sim evitar, porque para mim infanticídio é abortar um bebê de seis meses ou pior abandonar um recém-nascido na lata do lixo.
O que é pior do falta de diálogo em relação ao aborto, e o tamanho do desperdício de produtos contraceptivos oferecidos pelo sistema público de saúde que são jogados fora por passarem da data de validade por não serem distribuídos por falta de procura, resultados claros de uma população mal informada e cheias de paradigmas e preconceitos, ate sobre o que pode proporcionar o seu bem estar.